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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Rebobinar / Rewind


Imagem retirada da Internet e manipulada com/ Image taken from the Internet and manipulated with: https://photomania.net/editor


Volto sempre aos mesmos lugares
Mesmo que lá não procure ir
Espaços há muito distantes
Que a mente deixou ruir.

Acidentalmente regresso
Não consigo evitar
Como obrigação do destino
Que me continua a empurrar.

Algo devia ter aprendido,
Mas isso não aconteceu
Regresso a lugares específicos
Porque à vida lhe apeteceu.

Como uma cassete de VHS
Com a fita a andar para trás
Rebobino no tempo
Para uma história que se refaz.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Mem-Martins)
Poema manuscrito,
30 de abril de 2018,
14h40

I always go back to the same places
Even though I do not seek to go
Spaces long distant
That the mind let it down.

Accidentally I return
I can’t avoid
As obligation of destiny
That keeps me pushing.

Something must have been learned,
But this did not happen
I return to specific places
Because life felt like it.

Like a VHS tape
With the tape to go backwards
I rewind in time
For a story that remakes itself.

Sitting on the Sintra line train (Mem-Martins)
Handwritten poem,
April 30, 2018,
2:40 p.m.