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sábado, 30 de abril de 2016

Uma luz ao fundo do túnel / A light at the end of the tunnel

Uma luz ao fundo do túnel
Procuro vislumbrar
Nos dias escuros e cinzentos
Torna-se difícil imaginar.

Uma esperança longínqua
Impossível de alcançar
Um sinal divino
De que tudo pode melhorar.

A dádiva de um sonho
Pelo qual queremos lutar
Os percalços e desilusões
Que surgem no seu lugar.

A fé em alguma coisa
Nem sempre fácil de acreditar
O desconforto e desalento
Quando tudo parece falhar.

Uma luz bem lá no fundo
A qualquer momento pode surgir
A fé tem de ser cega
Para não se sucumbir.

Estação de Comboios da linha de Sintra (Sentido Lisboa)
no dia 21  de abril de 2016,
escrito à mão
8h36
 
A light at the end of the tunnel
I try to envision
In the dark and gray days
It is hard to imagine.

A distant hope
Impossible to achieve
A divine sign
That everything can improve.

The gift of a dream
By which we fight
Mishaps and disappointments
That arise in its place.

Faith in something
Not always easy to believe
The discomfort and despondency
When everything seems to fail.

A light deep inside
At any time may come
Faith must be blind
In order not to succumb.

Train station of Sintra line (direction Lisbon)
on April 21, 2016,
handwritten

8:36 a.m.