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domingo, 4 de outubro de 2015

Diálogo Interior / Interior dialogue

O meu eu, fala comigo,
lambendo as suas feridas
aprendendo a perdoar como um amigo
compreendendo o que aconteceu nas nossas vidas.

É a voz da consciência
a dualidade interior
não é preciso inteligência
para se sofrer por amor.

Uma reflexão dialética
de reordenação das ideais
com norma e ética
sem vaidades, nem peneiras.

Franco e direto
com toda a honestidade
só ele com o seu sentido reto
pode trazer a lume a verdade.

Compreender o passado
e tudo o que se passou
só depois deste diálogo
é que se sente que tudo mudou.

Mem-Martins, sentada na gare dos comboios
Poema manuscrito,
21 de setembro de 2015,
8h35
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


My self, talk to me,
licking his wounds
learning to forgive as a friend
understanding what has happened in our lives.

It is the voice of conscience
the inner duality
no intelligence is needed
to suffer for love.

A dialectical reflection
of reordering ideals
with norm and ethics
without vanities, nor sieves.

Frank and direct
in all honesty
only him with his straight sense
can bring truth to light.

Understanding the Past
and everything that happened
only after this dialogue
is that you feel that everything has changed.

Early morning, in the Sintra line train
Handwritten poem,
on September 18, 2015,
8: 35 a.m.

In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.