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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Polivalente / Polyvalent

Não me chamo Poli
E o meu apelido não é valente.
Tenho valor pessoal
E não finjo andar contente.

Tentar fazer dez tarefas em simultâneo
Sem a mínima condição.
Exigem de ti o impossível
Originando dispersão.

Sem contrapartidas
E por mera imposição
Pedem-te o impossível
Desrespeitando a tua missão.

Algo está errado
na nossa pequena nação
as condições de trabalho
estão em franca degradação.

Mem-Martins, sentada na minha cama,
Poema manuscrito,
16 de setembro de 2015,
24h27 (madrugada)
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


I don’t call myself Poly
And my name is not brave.
I have personal value
And I do not pretend to walk glad.

Try to do ten tasks simultaneously
Without the minimum condition
Require of you the impossible
Originating dispersion.

Without counterparts
And by mere imposition
They ask the impossible
Disrespecting your mission.

Something is wrong
in our small nation
working conditions
They are in clear degradation.

Mem-Martins, sitting on my bed,
Handwritten poem,
on September 16, 2015,
00:27 a.m. (morning)
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.
 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Como se ultrapassa um trauma? / How to overcome a trauma?

Como se ultrapassa um trauma?
Com tempo e meditação
Não repetindo os mesmos erros
E dando espaço ao coração.

Como se supera uma perda?
Procurando um novo caminho.
Tudo se supera
Com muito amor e carinho.

Como se recupera de uma desilusão?
Aceitando o destino
Encontrando uma nova paixão.

Sentada à secretária no meu quarto,
Poema manuscrito,
29 de agosto de 2015,
1h02 (madrugada),
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


How to overcome a trauma?
With time and meditation.
Not repeating the same mistakes
And giving way to the heart.

How to overcome a loss?
Looking for a new way.
All it is excels
With much love and affection.

How to recover from a delusion?
Accepting destiny
Finding a new passion.

Sitting at the desk in my room,
Handwritten poem,
on August 29, 2015,
1:02 a.m. (At dawn)
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.
 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lisboa / Lisbon

Walk, Don't Walk
Red or green light
É este o ritmo de uma cidade
Cosmopolita como Lisboa.
O movimento é intenso
O tempo não para,
Apesar de ser verão
Por aqui o ritmo voa.
Sentada no jardim
Aproveitando a brisa fresca
Rodeada de vegetação
Sentindo que aqui a vida é boa.

Sentada no Jardim do Campo Pequeno
Poema manuscrito,
21 de agosto de 2015,
17h33
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


Walk, Do not Walk
Red or green light
Is this the rhythm of a city
Cosmopolitan as Lisbon.
The movement is intense
Time does not stop,
Although it is summer
Here the pace flies.
Sitting in the garden
Enjoying the cool breeze
Surrounded by vegetation
Feeling that life here is good.

Sitting on the Campo Pequeno Garden
Handwritten poem,
August 21, 2015,
17:33 p.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry

domingo, 27 de setembro de 2015

Solidão / Loneliness

A solidão não se sente apenas quando se está só
No meio da multidão esse sentir é exacerbado.
É triste o sentimento de solitude
Mesmo quando se está acompanhado.

A cura é individual
Pressupõe força de vontade
Um desenvolvimento espiritual
Amor-próprio e amizade.

Estar sozinho por escolha
Pode até ser benéfico
Sentir solidão acompanhado
É extremamente maléfico.

Sentada no comboio da linha de Sintra
(Santa Cruz Damaia),
Poema manuscrito,
21 de agosto de 2015,
12h24,
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


Loneliness does not only feel when you are alone.
In the midst of the crowd this feeling is exacerbated.
Sadness is the feeling of solitude.
Even, when accompanied.

Healing is individual
It presupposes will power
A spiritual development
Self-love and friendship.

Be alone by choice
It may even be beneficial.
Feel loneliness accompanied
It's extremely evil.

Sitting on the train from Sintra line (Santa Cruz Damaia),
Handwritten poem,
on August 21, 2015,
12: 24 p.m.,
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

sábado, 26 de setembro de 2015

Se me queres conhecer / If you want to know me

Se tu me queres conhecer
finge que nasci agora
que não tenho passado
que junto de mim, chegou a tua hora.

De ti apenas quero o futuro
não me interessa saber o que se passou
pretendo construir algo novo e diferente
e que me aceites como sou.

Não te tenciono contar a minha história,
pois, é no presente que estou
apenas restam cinzas na minha memória
de alguém que o passado arrumou.

Se me queres conhecer
vem de coração aberto
não te irás arrepender
de ficar por perto.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Cacém),
Poema manuscrito,
21 de agosto de 2015,
12h08,
In Costa, Maria Leonor. Amores Platónicos.


If you want to know me
pretend I was born now
I have no past
that with me came your time.

From you I just want the future
I don't care to know what happened
I want to build something new and different
and that you accepted me as I am.

I do not intend to tell you my story
it is in the present that I am
Only ashes remain in my memory
of someone who the past packed.

If you want to know me
come with an open heart
you will not regret
to stick around.

Sitting on the train from Sintra line (Cacém),
Handwritten poem,
August 21, 2015,
12:08 p.m.
In Costa, Maria Leonor. Platonic Loves.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Escrever por paixão / Write for passion

Afio a ponta da lapiseira
ao despertar da imaginação
na minha mente, fervilham ideias
que contribuem para a criação.

Desabrocho o pensamento
com a inspiração
Como uma flor ao relento
em processo de gestação.

Reúno palavras, conceitos e sons
para escrever a minha visão
encontro assim os tons
de quem escreve por paixão.

Sentada na gare de comboios de Mem-Martins
21 de agosto de 2015
11h54



I sharpen the tip of the pencil
to the awakening of imagination
in my mind boil ideas
contributing to the creation.

Blooming the thought
with inspiration
Like a flower in the open
in the process of development.

I gather words, concepts and sounds
to write my vision
meeting so the tones
of who writes by passion.

Sitting in the train station of Mem-Martins,
Handwritten poem,
August 21, 2015,
11h54 a.m.,
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A vida é como tiver de ser / Life is like it has to be

A vida dá muitas voltas
nada é para sempre
nem tudo é como gostas
e tudo muda de repente.

Não adianta evitar
o que está destinado a acontecer
não adiante planear
é preferível deixar florescer.

O tempo vai passando
muito vai acontecendo
A vida vai mudando
querendo ou não querendo.

Não vale desanimar
é necessário compreender
Tens de acreditar
a vida é como tiver de ser.

Sentada na gare de comboios de Mem-Martins,
Poema manuscrito,
21 de agosto de 2015,
12h00,
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


Life takes many turns
nothing is forever
not everything is as you like
and everything suddenly changes.

No use to avoid
what is destined to happen
no forward planning
it is preferable to let flourish.

As time goes by
much is happening
Life is changing
wanting or not wanting.

Is not worth to discourage
It is necessary to understand
You gotta believe
Life is like it has to be.

Sitting in the train station of Mem-Martins,
Handwritten poem,
written August 21, 2015,
12.00 p.m.,

In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sentido-me especial / Feeling special

Quero ficar a dormir na cama
e descansar o corpinho
depois levantar-me calmamente
muito de mansinho.

Tomar um duche retemperante
vestir uma roupa adequada à ocasião
Passar um pouco de creme no rosto,
no corpo e também na mão.

Comer o pequeno-almoço,
iogurte com cereais,
beber café com canela,
o que posso querer mais?

Lavar bem os dentes
e dar em mim um toque final
saindo depois para a rua
sentindo-me especial.

Mem-Martins, Sentada na mesa da cozinha,
Poema manuscrito,
7 de agosto de 2015,
7h56,
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


I want to stay asleep in bed
and rest my body
then get up quietly
very softly.

Take an invigorating shower
wear a suitable outfit to the occasion
To spend a little cream on the face,
on the body and also on hand.

Eat breakfast,
yogurt with cereals,
drink coffee with cinnamon,
what can I ask more?

Wash my teeth
and give me a final touch
then exit to the street
feeling special.

Mem-Martins, sat at the kitchen table,
Handwritten poem,
August 7, 2015,
7:56 a.m.,
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Para mim o futuro terá outro sabor / For me the future will have another flavor

Não me enganem mais
Tenho plena consciência que me estão a enrolar
Podem ter a certeza
que é sobre vós que vai recair o azar.

Tanta mentira
tamanha subversão
Tenho de me livrar de vós
para tranquilizar o meu coração.

O passado já não me interessa
só o presente tem valor
Tenho de seguir em frente
para mim, o futuro terá outro sabor.

Mem-Martins, sentada na mesa da cozinha,
Poema manuscrito,
3 de agosto de 2015,
8h02,
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


Don't deceive me more
I am fully aware that you are rolling me
You can be sure
is it about you that will fall the misfortune.

So many lies
such subversion
I have to get rid of you
to reassure my heart.

The past does not interest me
only the present has value
I have to move on
for me the future will have another flavor.

Mem-Martins, sat at the kitchen table
Handwritten poem,
August 3, 2015
8:02 a.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.