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sábado, 20 de junho de 2015

Maldita Borboleta / Damn Butterfly

Maldita borboleta
que bateu as asas para esvoaçar
e que inspirou o poeta
com a sua vontade de se libertar.

Ela encolheu-se muito tempo
não brilhando no seu esplendor,
vencida pelo contratempo
escondeu a sua dor.

Reprimiu os seus ímpetos
até ao limite das suas forças,
perdeu-se em dialetos
permanecendo solitária como as corças.

Farta de brincar às casas
e de se limitar
Ela abriu as suas coloridas asas
redescobrindo o prazer de voar.

Mem-Martins, sentada à secretária,
Poema manuscrito,
18 de junho de 2015,
22h27
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


Damn butterfly
who beat the wings to flutter
and that inspired the poet
with their desire to be free.

She cringed for a long time
not shining in all her splendour
won by the setback
She hid her pain.

Suppressed their urges
within the limits of their strength
lost in dialects
remaining solitary as the deer.

Tired of playing at houses
and to limit her self
She opened her colourful wings
rediscovering the pleasure of flying.

Mem-Martins, sitting at the desk,
Handwritten poem,
June 18, 2015,
10:27 p.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.