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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Maldita água das Caldas / Damn water of Caldas

Maldita água das Caldas*
Que me deste a beber
Feitiço com prazo
Como já deves saber.

Uma lenda do povo
Que usastes para me envolver,
Mas que o tempo provou
Não ser suficiente para me prender.

Um puro engano
Uma grande ilusão,
Passados menos de cinco anos
Terminou a nossa relação.

Sentada na minha cama em Chaves,
Poema manuscrito,
6 de maio de 2015,
6h29
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


Damn water of Caldas*
You gave me to drink
Spell with term
As you already know.

A legend of the people
You used to get me involved
But that time has proven
Not be enough to arrest me.

A pure mistake
A great illusion
Less than five years old
We ended our relationship.

Sitting on my bed in Chaves,
Handwritten poem,
on May 6, 2015,
6:29 a.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.


* Água das termas de Chaves, Vila Real, Portugal

* Water from Chaves thermal baths, Vila Real, Portugal