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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Tenho um dedo que adivinha / I have a guessing finger

Tenho um dedo que adivinha
O que vai acontecer
Uma previsão do que se avizinha
Não sei como, mas consigo antever.

Junto puzzles de acontecimentos
Leio bem nas entrelinhas
Aplico os meus conhecimentos
Tenho ideias que são só minhas.

Isto pode ser encarado como um dom
Ou até como uma maldição
Para mim a vida não tem um só tom
Mas dela consigo ter uma plena visão.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas,
Poema manuscrito,
7 de abril de 2015,
8h37
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.

I have a guessing finger
That guess what will happen
A preview of what lies ahead
I don’t know how, but I can foresee.

I join together puzzles of events
I read well between the lines
I apply my knowledge
I have ideas that are only mine.

This can be seen as a gift
Or even as a curse
For me life does not have a single tone
But of it I can have a full view.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas,
Handwritten,
on April 7, 2015,
8:37 a.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry