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domingo, 26 de abril de 2015

A culpa foi do destino / The fault was of fate

Uma oportunidade é o que me pedes
Depois de todas as que já te dei
Tenho a sensação que não medes
Tudo aquilo que por ti abdiquei.

Fizeste ouvidos moucos
Às minhas argumentações
Os outros não são loucos
Tu alimentas frustrações.

Apagaste a chama do amor
Já nada arde no meu peito
Apenas resta algum rancor
E um pouco de respeito.

Assim termina uma história
De duas vidas que se cruzaram
Ficam apenas as memórias
Daqueles, que por culpa do destino, se encontraram.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas
Poema manuscrito
24 de abril de 2015,
8h28
In Costa, Maria Leonor. Amores Platónicos.


An opportunity is what you ask
After all I've given you
I have a feeling that you don’t measure
All that I abdicated for you.

You did deaf ears
To my arguments
The others are not crazy
You nourish frustrations.

You blotted out the flame of love
Already nothing burns in my chest
It only remains a grudge
And a little respect.

So ends a story
Of two lives that crossed
Staying only memories
Of those, who by fate's fault, met.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas,
Handwritten poem,
on April 24, 2015,
8:28 a.m.
In Costa, Maria Leonor. Platonic Loves.